Ao final, faremos uma avaliação importante, que revelará a má gestão do dinheiro público no município, evidenciando gastos descontrolados com a folha de pagamento de pessoal.
Os números são alarmantes: mais de 400 servidores temporários contratados e mais de 100 servidores nomeados em cargos comissionados, muitos dos quais não desempenham nenhuma função, recebendo salário sem trabalhar. Isso precisa ser revisto urgentemente.
Além disso, é preocupante o número de parentes de vereadores e chefes políticos nomeados em cargos comissionados.
Também é importante destacar o extrapolamento dos índices de gastos de pessoal, o que contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Até junho de 2025, o município de Patu recebeu, apenas do FPM, um total de R$ 10.277,617,00, conforme dados do Tesouro Nacional).
Em 2026, até junho, o município recebeu R$ 11.057.465,36 referentes ao FPM, o que representa um aumento de 7,59% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Analisando os dados de gastos com pessoal ativo de janeiro a abril de 2026, é possível observar um total de R$ 9.211.050,06. Ao projetar esses dados para junho de 2026, chega-se a um valor de R$ 13.816.575,00. No entanto, ao comparar esses custos com a arrecadação do FPM no mesmo período, verifica-se um déficit financeiro de R$ 2.759.109,73. É fundamental ajustar as despesas de gastos de pessoal, pois o atual cenário não é sustentável. Algumas sugestões para adequação incluem avaliar necessidade de contratações temporárias, realizar concurso público urgente, reduzir o número de secretarias e cargos comissionados, incentivar a aposentadoria e recadastrar servidores.
Francimar Godeiro da Silva
Cidadão patuense
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