Um episódio ocorrido em Pau dos Ferros acendeu um forte debate sobre liberdade de trabalho, incentivo ao comércio e o papel do poder público. Um comerciante itinerante, que percorre diversas cidades vendendo produtos de cama, mesa e banho, afirma ter sido impedido de comercializar suas mercadorias no município. O caso foi registrado em vídeo e também foi relatado pelo próprio vendedor em suas redes sociais, onde desabafou sobre a situação vivida.
Em sua publicação, o comerciante lamenta que “quem trabalha duro nem sempre tem vez” e diz que, quando algo não interessa a determinados setores, acaba sendo impedido. Mesmo diante da situação, afirma que continuará trabalhando de forma honesta e perseverante.
A imagem que fica é preocupante. Em vez de incentivar quem produz, vende e movimenta a economia, a Prefeitura passa a impressão de criar barreiras para quem busca ganhar o pão de cada dia com trabalho.
A gestão da prefeita Marianna Almeida costuma defender um discurso de desenvolvimento, acolhimento e valorização das pessoas. Entretanto, episódios como esse acabam gerando críticas e alimentando a percepção de que pequenos trabalhadores nem sempre recebem o tratamento esperado.
Quem perde não é apenas o comerciante impedido de vender. Perde o consumidor, que deixa de ter mais opções e preços competitivos. Perde a economia local, que deixa de movimentar recursos. E perde a imagem de uma cidade que deveria ser conhecida por receber bem quem chega para trabalhar honestamente.
O caso merece esclarecimentos. O direito ao trabalho, à livre iniciativa e à transparência nas ações administrativas são princípios que interessam a toda a sociedade. Sem uma explicação clara, permanecerá a pergunta que muitos moradores fazem: por que impedir alguém de trabalhar e limitar o direito do cidadão de escolher onde e como comprar?
Pregar uma imagem que a gestão não tem é mais preocupante ainda, estão enganando o povo! Na prática é soberba, orgulho, prepotência e arrogância da mesma. Até quando Pau dos Ferros vai aguentar isso?
Uma cidade que era pra ser acolhedora, expulsa quem chega e quer trabalhar.
Fonte: Tribuna Pauferrense
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COMENTÁRIO SUJEITO A APROVAÇÃO DO MEDIADOR.