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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

ALEMANHA IMPÕE LOCKDOWN PARA NÃO VACINADOS EM MEIO A ALTA DE COVID

Maior economia da Europa registrou recorde de mortes pela doença e teme impactos da variante ômicron 

A Alemanha anunciou nesta quinta-feira (2) um lockdown parcial, com novas restrições aos cidadãos não vacinados contra a Covid, para tentar conter o aumento dos casos da doença no país —que registrou nesta quarta-feira (1º) o maior número de mortes por coronavírus dos últimos nove meses.

Aqueles que não receberam as doses do imunizante serão impedidos de acessar quase todos os estabelecimentos, exceto supermercados e farmácias, informou a primeira-ministra Angela Merkel. Testes adicionais também serão ofertados para os cidadãos já imunizados.

A líder da maior economia europeia também afirmou que a vacinação obrigatória poderia ser definida pelo país a partir de fevereiro, caso aprovado pelo Bundestag, o parlamento alemão. O comentário vem um dia após a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, especular medida semelhante para o bloco.

O Instituto Robert Koch, a agência federal de controle de doenças do país, relatou 446 óbitos pela doença nesta quarta —maior cifra diária desde 18 de fevereiro.
A taxa de incidência nos últimos sete dias por 100 mil habitantes, porém, caiu pelo terceiro dia consecutivo: 439,2, contra 452,2 na terça. Mas epidemiologistas locais afirmam que, se seguir assim, o país pode ter 6.000 pessoas com Covid em tratamento de terapia intensiva até o feriado do Natal, independentemente das medidas de mitigação que as autoridades tomarem.

Para evitar um lockdown que poderia inviabilizar a frágil recuperação do país, Merkel e seu sucessor, Olaf​ Scholz, preferiram manter os comércios abertos para quase 69% da população que está totalmente vacinada, bem como para aqueles com provas de ter se recuperado da Covid-19.
Essa taxa de vacinação de quase 70% está na média da União Europeia, mas é menor do que a de países como Portugal e Irlanda.

Merkel disse que um comitê de ética será solicitado a redigir uma legislação para tornar a vacinação obrigatória. A primeira-ministra, que classificou as restrições como um "ato nacional de solidariedade" necessário, disse que em regiões onde a incidência semanal chega a 350, medidas como o fechamento de casas noturnas e a limitação de eventos fechados a um máximo de 50 pessoas devem ser adotadas.
Especialistas atribuem o novo surto à resistência à vacinação de uma parte significativa da sociedade e criticam os políticos por agirem tarde demais para controlar o contágio.

Regras de saúde pública no bloco europeu são decididas pelos governos nacionais, e, na terça (30), a Grécia anunciou que passará a multar residentes de 60 anos ou mais que não se imunizarem até 16 de janeiro. Já a Áustria pretende tornar compulsória a vacina anti-Covid a partir de fevereiro.

Fonte: Folha de SP
Foto: AFP

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