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sábado, 24 de maio de 2014

CHAPÃO E CHAPINHA.

Na interpretação política das coligações, o grupo que atrair o maior número de partidos terá formado o "chapão". O grupo do meio pode não ter ainda um adjetivo próprio, mas o que tiver o menor número de legendas, por analogia, estará formando o que se poderia chamar de "chapinha". Qualquer um desses candidatos prefere estar na primeira classificação, com maiores chances de vitória nas urnas eleitorais. Quem agregar o menor número de partidos terá menos chances de chegar ao final do processo com possibilidade de vitória. Para se chegar a essa conclusão basta um pouco de bom senso, não sendo necessário ter maiores conhecimentos políticos. Quanto mais no Rio Grande do Norte, onde as lideranças estão em mãos de pequenos grupos.
Começando pela atual bancada federal, seus onze integrantes estão definidos ou praticamente decididos em relação às eleições deste ano. Entre os deputados, dois apoiam o nome do vice-governador Robinson Faria para candidato ao governo. Um, somente um, está fechado com a reeleição de Rosalba Ciarlini. Outro, pertencente ao mesmo partido político da governadora espera que o quadro se torne mais claro não tendo ainda sua posição definida. A metade da bancada faz oposição ao governo estadual e está inclinada a apoiar o deputado Henrique Alves nessa disputa. Os quatro deputados seriam então classificados como fazendo parte de um chapão enquanto os demais formariam uma chapinha, ou uma coligação com menos partidos.
No Senado, essa formação política se repete, com o senador José Agripino ainda não definido oficialmente e com os outros dois, ou 66,66% da bancada, preferindo o apoio a Henrique Alves. Na hipótese,não de todo impossível, do senador Agripino também apoiar Henrique, o chapão do Senado estará formado, com a totalidade dos representantes defendendo um mesmo nome. Nesse caso, desapareceria até mesmo a chapinha. Em resumo, se qualquer adversário provocar o concorrente acusando-o de formar um poderoso grupo político estará revelando ao eleitor que foi impotente em agregar partidos ou candidatos em torno do seu nome. Mesmo que isso não represente uma vitória antecipada serve de estímulo para grande largada de campanha.
Voltando a comentar a situação da bancada federal no que diz respeito aos deputados, são oito representantes filiados a oito partidos diferentes, PMDB,PSB, PR, PT, PSD, PV,DEM e PP. Os três que disputarão cargos executivos, Henrique Alves, João Maia e Fátima Bezerra terão substitutos dentro da mesma legenda. Para que possam garantir a reeleição terão que fazer coligações entre si, ou não atingirão o coeficiente eleitoral e amargarão uma derrota que não desejam. Quanto mais ampla for a aliança, um chapão, maiores as chances de reeleição. Quem ficar sozinho, não estará entre os vitoriosos. Dificilmente dividirão os candidatos entre os partidos, meio a meio. Quem fizer parte da "chapinha" estará mais próximo da derrota.

Fonte: Laíre Rosado - Jornal O Mossoroense/http://observadorpoliticofm93.blogspot.com.br/

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