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sábado, 20 de junho de 2026

MULHER É PRESA NO RIO GRANDE DO NORTE SUSPEITA DE TORTURAR E MATAR ANIMAIS PARA VENDER CONTEÚDO PELA INTERNET

Investigação da Polícia Civil e do MPRN aponta que suspeita publicava conteúdo violento em plataformas digitais e comercializava vídeos sob encomenda

Uma mulher de 44 anos foi presa preventivamente na tarde desta quinta-feira (18) na cidade de Marcelino Vieira, na Região Alto Oeste do Rio Grande do Norte, suspeita de cometer crimes de maus-tratos contra animais - como tortura e morte -, gravar as ações e vender o conteúdo pela internet.

A prisão aconteceu após investigação do caso da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), que não divulgaram o nome da suspeita.

Segundo o MPRN, a mulher maltratava animais como galinhas, cães, gatos, preás e capivaras.

Foram identificados conteúdos que mostravam o abate cruel de aves por meio de torção de pescoço e pisoteamento. Os materiais indicavam que os animais continuavam se debatendo com sinais de sofrimento após os atos", informou o Ministério Público do RN.

De acordo com o MP, a investigada mantinha canais em plataformas digitais onde publicava vídeos na internet com situações da vida rural. Ela tinha um canal de vídeos alimentado desde 2021.

Já em áreas restritas de algumas plataformas, ela veiculava agressões explícitas aos animais para assinantes.

As condutas ilícitas envolviam, além do abate de aves, a tortura e a morte de gatos, e agressões a cães, preás e capivaras.

Suspeita recebia sugestões de seguidores, diz MP

Segundo o MP, a suspeita utilizava as redes sociais para comercializar vídeos personalizados e de maior teor de crueldade de acordo com solicitações financeiras de seguidores.

A investigação apontou ainda que o público interessado pagava mensalidades para obter o acesso aos materiais violentos e sugerir as formas como os animais deveriam ser mortos.

"A apuração do MPRN e da polícia demonstrou que a investigada tem satisfação durante a prática dos atos de violência contra os animais, circunstância que poderia guardar relação com comportamentos descritos na literatura psicológica e psiquiátrica sob a denominação de zoosadismo", disse o MPRN.

Fonte: G1

Foto: Reprodução

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