Investigação da Polícia Civil e do MPRN aponta que suspeita publicava conteúdo violento em plataformas digitais e comercializava vídeos sob encomenda
A prisão aconteceu após investigação do caso da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), que não divulgaram o nome da suspeita.
Segundo o MPRN, a mulher maltratava animais como galinhas, cães, gatos, preás e capivaras.
Foram identificados conteúdos que mostravam o abate cruel de aves por meio de torção de pescoço e pisoteamento. Os materiais indicavam que os animais continuavam se debatendo com sinais de sofrimento após os atos", informou o Ministério Público do RN.
De acordo com o MP, a investigada mantinha canais em plataformas digitais onde publicava vídeos na internet com situações da vida rural. Ela tinha um canal de vídeos alimentado desde 2021.
Já em áreas restritas de algumas plataformas, ela veiculava agressões explícitas aos animais para assinantes.
As condutas ilícitas envolviam, além do abate de aves, a tortura e a morte de gatos, e agressões a cães, preás e capivaras.
Suspeita recebia sugestões de seguidores, diz MP
Segundo o MP, a suspeita utilizava as redes sociais para comercializar vídeos personalizados e de maior teor de crueldade de acordo com solicitações financeiras de seguidores.
A investigação apontou ainda que o público interessado pagava mensalidades para obter o acesso aos materiais violentos e sugerir as formas como os animais deveriam ser mortos.
"A apuração do MPRN e da polícia demonstrou que a investigada tem satisfação durante a prática dos atos de violência contra os animais, circunstância que poderia guardar relação com comportamentos descritos na literatura psicológica e psiquiátrica sob a denominação de zoosadismo", disse o MPRN.
Fonte: G1
Foto: Reprodução
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