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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

MÉDICAS SÃO EXONERADAS APÓS ZOMBAREM DE GRITOS DE CRIANÇA EM HOSPITAL

Caso aconteceu em Maués, no Amazonas.

Duas médicas foram exoneradas de um hospital no Amazonas após publicarem um vídeo em que aparecem rindo e zombando dos gritos de uma criança que aguardava atendimento. O paciente é ouvido ao fundo, em desespero ou com dor.

Beatriz Almeida e Sofia Rodrigues Gonçalves eram recém-contratadas do Hospital Raimunda Francisca Dineli da Silva, localizado na cidade interiorana de Maués. A publicação foi feita pelas médicas na terça-feira (7).

No vídeo, elas se perguntam quem vai fazer o atendimento da criança e comparam os gritos do paciente como se ele estivesse sendo “exorcizado”.

“E aí, tu que vai suturar essas crianças gritando?”, questiona a médica que faz a gravação, dirigindo-se à colega. A outra, então, responde: “Isso mesmo, parece que estão sendo exorcizadas”. As duas começam a rir.

Medidas

Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Maués:

Determinou a imediata exoneração das médicas envolvidas;

Repudiou qualquer postura antiética e desumana dos profissionais de saúde;

Classificou o episódio como lamentável, em nota.

O Conselho Regional de Medicina informou que está apurando o caso.

Estudante ironiza morte

Outro caso de desrespeito com pacientes aconteceu em Alagoas, em fevereiro do ano passado, envolvendo uma estudante de medicina. Na ocasião, a estagiária de um hospital em Marechal Deodoro ironizou a morte de uma mulher que chegou ao centro médico passando mal.

“Faltando dez minutos para minha hora de dormir, chega uma mulher infartando e com edema agudo de pulmão. E agora já passou 1h30 da minha hora de dormir. Estou p...”, escreveu a garota em post no Instagram.

Momentos depois, a mesma estudante realizou nova publicação na rede social. Dessa vez, uma selfie fazendo o sinal de “positivo”, com a legenda: “Atualização: mulher morreu e eu não dormi”.

Indignação. A paciente era Lenilda Silva, de 62 anos. A filha dela, Dayane Silva, teve acesso às publicações da estudante.

“Quando olhei e vi o nome da minha mãe, eu não acreditei, me deu muita revolta. Como um ser humano que quer ser médico zomba de um paciente? E principalmente um paciente que chega a falecer na mão dela. Então isso ficou muito marcante, muito ruim esse sentimento que a gente está. Tenho que viver meu luto e ao mesmo tempo indignação, a falta de respeito com minha mãe”, explicou ao jornal O Globo.

A jovem foi afastada no estágio. O conselho universitário do Centro Universitário Cesmac recomendou a expulsão dela e uma comissão de sindicância ficou responsável por apurar o caso.

Fonte: Yahoo

Foto: Reprodução

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