Danilo lutava contra um câncer de pâncreas que evoluiu para metástase no fígado. Segundo o médico, ele aguardou por meses o início da quimioterapia, mesmo após decisão judicial determinando o fornecimento do medicamento.
Ao anunciar a morte do paciente, o oncologista publicou uma nota de pesar e fez uma acusação direta nas redes sociais:,“Mais uma vítima da Hapvida. Ele só queria mais uma chance de viver e cuidar da família”.
Questionado sobre a afirmação, o médico explicou que o tratamento foi sucessivamente adiado: “Paciente esperou meses pela quimioterapia. A Hapvida protelou várias vezes. Descumpriu sentença. O câncer se alastrou e o paciente não resistiu”.
Antes de morrer, Danilo Targino participou de um vídeo com a esposa e o médico fazendo um apelo público para receber a medicação. No registro, o oncologista relata que havia uma liminar judicial determinando o fornecimento do remédio, mas, mesmo assim, o tratamento não havia sido iniciado.
“É mais difícil lidar com os convênios do que tratar o câncer”, afirmou o médico no vídeo, ao relatar que o paciente já enfrentava dores intensas e utilizava doses elevadas de morfina.
No depoimento, o vereador descreveu o drama vivido nos últimos meses.
“Eu fui portador de câncer de pâncreas, que deu metástase no fígado. Faz mais de quatro meses que estou sem tratamento algum, com dores horríveis. Não consigo dormir. Já estou na morfina, inclusive injetável”.
Afirmou que buscava apenas ter acesso ao tratamento. “Eu pago em dia, nunca atrasei uma prestação sequer. E quando eu precisei, que é um direito meu, me negaram esse direito. Hoje eu estou lutando pela minha vida”.
Fonte: Blog do BG
Foto: Reprodução
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