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terça-feira, 23 de junho de 2026

MADRASTA MATOU A FILHA DO COMPANHEIRO PARA SE VINGAR DE UMA AGRESSÃO CONTRA O FILHO DELA

Mulher foi presa após matar menina de 8 anos em Portugal

Uma menina de 8 anos foi encontrada morta na região de Friões, no concelho de Valpaços, em Portugal, após ter sido dada como desaparecida na quarta-feira, 17 de junho de 2026. A principal suspeita do crime é a madrasta da criança, uma mulher de 48 anos, que confessou o homicídio às autoridades.

De acordo com a investigação, a menina havia saído de casa normalmente para a escola, localizada no Agrupamento de Escolas de Carrazedo de Montenegro. Ao chegar ao local, foi abordada pela madrasta, que alegou precisar levá-la a uma consulta médica.

Segundo as autoridades portuguesas, a mulher convenceu a criança a entrar no veículo e a levou até uma área de mata na Serra da Padrela, onde a matou por asfixia mecânica. O corpo foi abandonado no local juntamente com a mochila escolar da vítima.

O desaparecimento foi comunicado pelo pai da menina no fim da tarde do mesmo dia. A Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia Judiciária iniciaram buscas imediatas e passaram a investigar a madrasta como principal suspeita.

Inicialmente, a mulher apresentou versões contraditórias sobre o paradeiro da criança. Após horas de interrogatório, acabou confessando o crime e indicou às autoridades o local onde o corpo estava.

A Polícia Judiciária informou que a motivação do crime estaria relacionada a conflitos familiares. As investigações apontam que a suspeita teria agido em represália ao pai da menina após desentendimentos ocorridos no ambiente doméstico.

O caso foi classificado como homicídio qualificado e profanação de cadáver. A suspeita foi apresentada ao Tribunal de Vila Pouca de Aguiar, que determinou sua prisão preventiva.

A defesa informou que solicitará uma avaliação psiquiátrica da acusada. Apesar disso, a advogada declarou que não pretende recorrer da decisão judicial que manteve a mulher presa.

Em declaração à imprensa, o pai da criança afirmou estar profundamente abalado com o ocorrido e disse que o ato cometido pela companheira "não tem perdão".

Fonte: Polícia Judiciário. Matéria reprodução 

Foto ilustrativa: Jornal A Voz do Povo

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