A vítima, identificada como Marta Isabelle dos Santos Silva, foi localizada pela equipe da Polícia Militar de Rondônia (PMRO) já morta, na casa da família, sobre uma cama e coberta por um lençol, com muitas lesões e ferimentos pelo corpo.
Segundo a PM, os militares foram até o endereço após receberem um chamado informando que a adolescente que estaria desaparecida há três meses, tinha retornado para casa com diversos ferimentos e morrido em seguida.
A perícia, no entanto, identificou prontamente que havia graves indícios de tortura contra a adolescente e era impossível que ela tivesse chegado andando ao local em função da gravidade das lesões observadas.
“A adolescente apresentava ferimentos graves por todo o corpo, incluindo ossos expostos — o rádio do braço esquerdo e um osso na região da clavícula —, além de lesão na perna com presença de larvas (miíase), feridas nas costas compatíveis com permanência prolongada deitada, dente frontal quebrado e sinais evidentes de desnutrição severa”, informou a PMRO.
A polícia também encontrou, na área externa da casa da família, uma fogueira com roupas e grande quantidade de fraldas descartáveis parcialmente queimadas.
A m0rte da adolescente foi constatada pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que esteve no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) da capital de Rondônia.
Ao chegar à casa da família, a polícia manteve contato com a madrasta da vítima, que apresentou versões conflitantes. Inicialmente, disse que a enteada estava desaparecida há mais de dois meses, mas não havia registro de boletim de ocorrência. Disse que a adolescente retornou a pé, descalça e com vestido vermelho, extremamente ferida e debilitada, e que dispensou atendimento médico, realizando apenas cuidados caseiros,
Fonte: Coluna Mira/Metrópoles
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