Além disso, promotoria sugere que a acusada se inscreva em curso de conscientização racial realizado pelo órgão em parceria com a UnB
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apresentou uma denúncia no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) contra a advogada Isabela Bueno de Sousa (foto em destaque) por injúria racial. O valor mínimo sugerido para a causa é R$ 6 mil em indenização.
O posicionamento do MP ocorreu após a advogada Thayrane da Silva Apóstolo Evangelista, 30 anos, representar criminalmente contra a colega de profissão, que teria se referido a Thayrane com mensagens de cunho racista em grupo de WhatsApp de advogados de Brasília. O caso foi revelado pela coluna Grande Angular, do Metrópoles.
No documento, a promotora Mariana Silva Nunes, do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação (NED), sugere que, no momento da citação, “seja a denunciada convidada a participar do curso de Conscientização para Igualdade Racial ministrado pelo MPDFT em parceria com a UnB, e cuja inscrição deverá ser realizada pela denunciada através do envio de e-mail ned@mpdft.mp.br ou pelo telefone 33439840, sendo-lhe informado que a regular participação repercutirá positivamente na eventual pena a ser-lhe aplicada em caso de condenação”.
“O Núcleo de Enfrentamento à Discriminação do MPDFT manifesta-se no sentido de que os instrumentos de Justiça consensual não são necessários e suficientes para reprovação e prevenção dos crimes raciais. ln casu, a suspensão condicional do processo também não é cabível tendo em vista que, em razão da causa de aumento de pena, a pena mínima suplanta 1 (um) ano, inviabilizando a oferta do benefício”, registrou.
Segundo a representação criminal, “simulando falsa ingenuidade”, Isabela afirmou ter utilizado a imagem de bananas “apenas porque ela representaria pessoas sem personalidade”. Mas, em seguida, escreveu que preconceito “não é só de raça”, “raça não é só a negra”, e que também sofre preconceito “por ser loira”.
Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução

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