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RN POLITICA EM DIA 2012 ENTREVISTA:

segunda-feira, 24 de maio de 2021

"AGORA VEM A ELEIÇÃO? NÓS VAMOS PARA O ATAQUE", DIZ GUEDES

Em entrevista à Folha, ministro afirmou que se a política paralisar todas as reformas econômicas, é um péssimo sinal

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse esperar que a campanha eleitoral para 2022 não atrapalhe a agenda econômica. “Se a política paralisar todas as reformas econômicas, é um péssimo sinal. Nós temos base de sustentação parlamentar agora. Então, se paralisar, é um erro nosso. Pode interessar à oposição paralisar o governo.” 

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo publicada nesta segunda-feira 24, o ministro disse que os próximos meses serão de teste também para o governo não cair no discurso de que adiar reformas garante voto. “Eu acho o contrário”, diz. “Vai perder mais voto do que ganhar.” 

“Nós jogamos na defesa nos primeiros três anos, controlando despesas. Agora vem a eleição? Nós vamos para o ataque. Vai ter Bolsa Família melhorado, BIP [Bônus de Inclusão Produtiva], BIQ [Bônus de Incentivo à Qualificação], vai ter uma porção de coisa boa para vocês baterem palma. Tudo certinho, feito com seriedade, sem furar teto, sem confusão”, disse à Folha. 

Guedes admite que a agenda liberal encolheu em razão de circunstâncias políticas e considerou que o grau de adesão do presidente Jair Bolsonaro à agenda econômica caiu de 99% para 65%. 

“O presidente é um animal político, tem um instinto político enorme. À medida que o tempo passa, ele vai se conscientizando dessas coisas políticas. E os liberais sempre foram politicamente inábeis — por isso nunca teve governo liberal no Brasil. O liberal é um ser abstrato”, afirma.

Ele alega, porém, que o presidente continua a lhe prestigiar e já garantiu que não cederá a pressões para desmembrar o superministério que ele criou. 

Vacinas e auxílio

 O ministro nega que tenha faltado dinheiro para antecipar compra de vacinas e para auxílio aos informais. Segundo ele, o socorro a informais e empresas acabou em 31 de dezembro de 2020 porque a segunda onda não estava no radar quando o plano de combate à pandemia foi desenhado.

Fonte: Metrópoles/Agora RN

Foto: Reprodução

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