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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

REINFECÇÃO POR COVID-19: DOENÇA LEVE PODE DAR "FALSA SEGURANÇA" SEM GARANTIR IMUNIDADE, ALERTA CIENTISTA DA FIOCRUZ

Estudo concluiu que família do RJ não criou memória imune após primeiro contato com coronavírus. O virologista Thiago Moreno diz que mesmo quem teve um exame sorológico positivo pode adoecer de novo.

Quem já foi infectado pelo novo coronavírus e teve sintomas leves ou mesmo não teve sintomas pode não estar imune contra a covid-19.

O alerta vem do virologista Thiago Moreno, pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), principal autor de um estudo que confirmou casos desse tipo em pacientes brasileiros.

Moreno e seus colegas investigaram uma família do Rio de Janeiro: um casal na faixa dos 50 anos e sua filha e genro, que estavam na faixa dos 30 anos.

Todos moravam na mesma casa, tiveram covid-19 pela primeira vez em março e voltaram a ficar doentes em maio. Os quatro apresentaram poucos ou nenhum sintoma da primeira vez e tiveram uma doença mais grave na segunda.

Em dois destes casos, os pesquisadores confirmaram por meio de exames genéticos de amostras do vírus coletadas nas duas ocasiões que se tratavam de duas variantes diferentes do Sars-CoV-2.

Nos outros dois, não havia restado amostras da primeira infecção, mas os cientistas dizem ser difícil não se tratar de casos de reinfecção com base em critérios clínicos e epidemiológicos.

Os cientistas investigaram, então, por que os quatro pacientes voltaram a se infectar pelo coronavírus e concluíram a partir de uma análise de anticorpos que seus organismos não criaram uma memória imunológica após a primeira infecção.

Por isso, eles continuaram vulneráveis ao coronavírus e acabaram se contaminando de novo.

"Isso é um sinal de alerta para as pessoas que podem ter uma falsa percepção de segurança após ter uma covid-19 branda na primeira onda ou no começo desta segunda onda que estamos vendo no Brasil e no mundo", diz Moreno à BBC News Brasil.
A pesquisa foi publicada no periódico Social Science Research Network e ainda não foi revisada por outros cientistas.

LEIA MATÉRIA COMPLETA AQUI

Fonte: Rafael Barifouse-BBC/G1

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