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RN POLITICA EM DIA 2012 ENTREVISTA:

sábado, 26 de dezembro de 2020

JAPÃO DETALHA PLANO PARA ATINGIR META DE NEUTRALIDADE DE CARBONO ATÉ 2050

É a primeira vez que o país detalha como pretende reduzir a zero as emissões de gases de efeito estufa.

O Japão, terceira maior economia do mundo, revelou nesta sexta-feira (25) um plano para atingir sua meta de neutralidade de carbono até 2050, por meio do aumento da participação das energias renováveis ​​e da redução do custo das baterias para veículos elétricos. Esta é a primeira vez que o país, cuja produção de energia depende fortemente de combustíveis fósseis, detalha como pretende reduzir a zero as emissões de gases de efeito estufa até meados do século XXI, meta que havia sido anunciada pelo primeiro-ministro Yoshihide Suga, em outubro.

Esta “estratégia de crescimento verde”, divulgada no site do Ministério da Economia, Comércio e Indústria japonês, estabelece em particular como “objetivo indicativo” que de 50% a 60% da eletricidade do país seja proveniente de energias renováveis ​​até 2050. Para efeito de comparação, o último plano de energia do Japão, de 2018, definia como meta de 22% a 24% até 2030, contra cerca de 17% em 2017.

O governo acredita que uma "mudança significativa" de mentalidade é necessária para entender que "políticas que levam em conta o meio ambiente não são um freio, mas um motor de crescimento", declarou o porta-voz do governo Katsunobu Kato, nesta sexta-feira. Para alcançar uma “sociedade neutra em carbono, não apenas a indústria, mas também todo o Japão, incluindo o setor público e cada um de vocês, deve fazer o seu melhor”, acrescentou.

O governo ainda anunciou que dispõe de 30% a 40% do fornecimento de energia elétrica por usinas nucleares e térmicas (equipadas com sistemas de captura de CO2). Os 10% restantes seriam produzidos a partir de hidrogênio e amônia.
O Japão estima que seu consumo nacional de eletricidade aumentará entre 30% e 50% até 2050. Para atender a essa demanda, o governo deseja em particular desenvolver energia eólica offshore, tendo o país estabelecido uma meta de produção de 45 gigawatts deste mês até 2040, um salto gigantesco em relação ao 0,02 gigawatt atual.

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Fonte: RFI/G1

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