'Ninguém pode relaxar. Os números são ditadores', afirma Ferreira.
O general Oswaldo Ferreira, presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), fez um apelo para que a população tome cuidados contra a Covid-19, e disse que os números são "ditadores".
"Ninguém pode relaxar nada. Pelo contrário. Nós tivemos problema dentro da própria empresa. Está muito perigoso. Os números são ditadores. A doença é muito perigosa, cada vez mais me convenço do problema. Não pode baixar a guarda, tem que estar com proteção, com higienização, e fazer de tudo para não pegar essa doença", afirmou Ferreira.
O chefe da estatal, que é vinculada ao MEC e administra 40 hospitais universitários, também torceu pela chegada rápida de uma vacina ao Brasil.
"Tomara que a vacina venha rápido. É importante que seja efetiva para isolar o vírus. Se a Ebserh tiver de ajudar, estamos prontos em qualquer sentido: vacinação, armazenamento de material, logística. Podemos reativar leitos a qualquer momento", completou.
O discurso de Ferreira é o esperado para quem se baseia em evidências científicas.
Por isso mesmo, contrasta com o de Jair Bolsonaro, que recentemente criticou a "pressa" para a vacina, e afirmou que a melhor imunização era "pegar o vírus", causando mais uma aglomeração em suas viagens.
Sem falar na "gripezinha" e no "e daí?".
Ferreira foi uma figura central no comitê da campanha de Jair Bolsonaro em Brasília e no governo de transição, ao lado de Augusto Heleno.
Declinou o convite para ser ministro da Infraestrutura, mas indicou Tarcísio Freitas.
Depois, topou presidir a estatal dos hospitais universitários.
Fonte: Guilherme Amado/Época Globo


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