Em entrevista a VEJA, o advogado do senador alega que não está havendo censura e que vazamentos de documentos são frutos de atos criminosos.
O criminalista Rodrigo Roca, 49 anos, contratado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no final de junho, fala a VEJA sobre a decisão da juíza Cristina Serra Feijó, da 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, de proibir, na sexta-feira 4, a TV Globo de exibir documentos do processo do esquema das rachadinhas no gabinete do então deputado estadual. Roca, que defende o filho Zero Um do presidente Jair Bolsonaro ao lado da irmã, a Luciana Pires, afirma que a decisão favorável a sua ação é “exemplo de democracia e não de censura”. Argumenta que exibir peças e documentos extraídos de autos é “antiético” e “um jornalista de posse de um material criminoso pode ser taxado de receptador”.
Entidades pró-liberdade de expressão, como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), repudiaram veementemente a decisão da juíza de impedir a Globo de exibir documentos do processo da rachadinha no gabinete de Flávio. O que está acontecendo não é uma forma censura?
Só posso atribuir essa postura ao desconhecimento. Talvez por causa dessa deturpação, a própria juíza tenha optado por divulgar sua decisão na íntegra. Qualquer associação que preze pela democracia deveria nos apoiar. O que nós pedimos foi o respeito ao sistema de freios e contrapesos da Constituição, muito usado e pouco compreendido. A liberdade de imprensa não pode existir a qualquer preço ou custo, porque ela esbarra em outros direitos. Requeremos que essa liberdade fosse ponderada frente a um direito maior que não é só o da privacidade, mas que os operadores do direito raciocinassem sobre a questão de se obter informações sigilosas, que estão nos autos, usando meios criminosos. Não estou dizendo, ainda, que profissionais da imprensa pratiquem os crimes, mas recebem o produto.
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Fonte: Sofia Cerqueira/Veja
Foto: Arquivo Pessoal/VEJA 

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