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RN POLITICA EM DIA 2012 ENTREVISTA:

quinta-feira, 4 de junho de 2020

COM PLANO DE CONVIVÊNCIA COM CORONAVÍRUS, PERNAMBUCO SE PREPARA PARA NOVO NORMAL

Na última segunda-feira (1º), em vez de um plano de reabertura de setores da economia, Pernambuco inovou na nomenclatura e apresentou o "Plano de Monitoramento e Convivência com a Covid-19". O termo é defendido por especialistas, que citam não só o retorno de atividades, mas alertam para uma "nova normalidade" que nos espera.
As medidas com as quais as pessoas terão de se acostumar vão além de usar máscara e álcool em gel. Envolvem uma série de comportamentos que devem ser tomados, testagem rotineira e até novos momentos de isolamento social. Isso, claro, enquanto não houver uma vacina contra o coronavírus.
Pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Amazônia, Felipe Naveca afirma que a reabertura só deveria começar quando houver a certeza de que o número de casos da covid-19 está em queda.
"Tenho medo de que a gente esteja fazendo isso de forma prematura. Em outros países, como Alemanha e Espanha, fizeram depois de um lockdown muito rígido e já na curva em descendência. Eu só começaria quando estiver num platô ou em uma curva descendente", opina.
Adaptação a uma nova rotina
Segundo o plano pernambucano, algumas medidas definidas já dão o ar do que será a nova normalidade. Uma delas é que as empresas e órgão públicos devem identificar as "funções que podem efetuar suas atividades por meio de teletrabalho ou trabalho remoto, priorizando, sempre que possível, essa modalidade de trabalho".
Sendo assim, pessoas dos grupos de risco devem ter prioridades. Ou seja, se você tem comorbidade ou é idoso, pode pensar em manter as atividades em casa por mais tempo. No contexto da covid-19, comorbidades como diabetes, obesidade, hipertensão, tuberculose, entre outros, aumentam o risco de agravamento do quadro do paciente.
Outra ação prevista é que trabalhadores e empregadores devem ser isolados imediatamente — e por até 14 dias — em caso de qualquer sintoma gripal. Assim, podem-se evitar contaminações coletivas e o fechamento de empreendimentos ou repartições inteiras.
"Acho que voltar normal mesmo só quando tivermos a vacina. Até lá, vamos conviver com o risco de ter uma segunda e terceira ondas [de covid-19]. Afinal, vai ter população suscetível, vírus circulando e o risco começar tudo de novo", observa o pesquisador da Fiocruz Amazônia.
Segundo ele, deverá haver períodos intercalados de isolamento social. "Teremos de alternar medidas mais e menos restritivas, de acordo com o número de casos e com a superlotação das unidades [de saúde]. E manter as medidas de precaução individuais de uso de máscara e lavar as mãos muitas vezes, ainda por um bom tempo, e não só por conta do novo coronavírus", afirma Naveca.
Um bom parâmetro citado pelo pesquisador é o vírus da Influenza H1N1. "Ocorreu a pandemia dele em 2009, e até hoje há casos — e estamos falando de um vírus para o qual existe vacina."
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Fonte: Carlos Madeiro/UOL
Foto: Leandro Ferreira/Fotoarena/Estadão Conteúdo

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