Nova geração internet móvel pode movimentar trilhões de dólares mas é vítima de boatos e já foi até erroneamente relacionada ao novo coronavírus.
O desenvolvimento das redes de internet 5G ainda causa alguns questionamentos em relação a diferentes pontos de tecnologia e real efetividade nos negócios. Mas, nos últimos anos, a nova geração de internet sem fio seria prejudicial à saúde das pessoas. Notícias falsas, inclusive, a relacionavam com o surgimento do novo coronavírus. Desmitificar esses boatos requer alguma pesquisa.
Antes de mais nada é preciso explicar que as redes 5G, tal como o 4G, o 3G etc., utilizam ondas de rádio para transportarem os sinais de uma antena para o telefone celular ou para outro dispositivo que se deseje conectar à internet. A diferença da quinta geração para as anteriores é que neste caso as frequências utilizadas são maiores.
A faixa de transmissão utilizada na rede 4G, por exemplo, atinge até 2,6 GHz de frequência. No 5G, essa frequência sobe para até 3,5 GHz. Mesmo assim, não há evidenciais científicas que este tipo de radiação cause problemas para a saúde das pessoas. Ao menos, não de forma tão prejudicial.
Em 2014, um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) junto à Agência Internacional de Pesquisa Sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês) classificou a radiação de radiofrequência tão prejudicial para a manifestação de células cancerígenas no organismo como comer legumes em conserva ou usar talco em pó.
Neste ponto é preciso entender o que realmente significa radiação. O termo que é utilizado quase que majoritariamente acompanhado de um aviso intimidador não significa necessariamente algo ruim. A radiação nada mais é do que a propagação de energia de um ponto ao outro. Por exemplo, o calor do Sol ou o calor corporal.
A radiação de radiofrequência não é propagada apenas pelas redes móveis de quinta geração. Esse tipo de energia pode ser emitido também por diversos aparelhos, inclusive smartphones. Neste caso, departamentos de saúde ao redor do mundo devem instruir as fabricantes a manterem um controle de níveis seguros de radiação desses dispositivos.
E isso é feito com certo rigor. No ano passado, a Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC, na sigla em inglês) chegou a abrir uma investigação contra Apple e Samsung. Testes realizados pelo jornal Chicago Tribune mostravam que alguns aparelhos fabricados por essas duas companhias estariam extrapolando os níveis de radiação permitidos.
Fonte: Rodrigo Loureiro/Exame


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COMENTÁRIO SUJEITO A APROVAÇÃO DO MEDIADOR.