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RN POLITICA EM DIA 2012 ENTREVISTA:

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

BOLSONARO AMEAÇA COM "PAU DE ARARA" MINISTRO QUE SE ENVOLVER EM CORRUPÇÃO

Aparelho foi usado para a tortura durante a ditadura militar; é a segunda vez que o presidente ameaça servidores com equipamentos usados na repressão.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 12, que colocará “no pau de arara” o ministro que eventualmente tiver comprovado seu envolvimento em casos de corrupção, fazendo referência a um dos instrumentos de tortura usados por agentes da ditadura militar que governou o Brasil de 1964 a 1985.
Em discurso em Palmas, capital do Tocantins, Bolsonaro, que é declarado admirador do período militar, reconheceu que existe a possibilidade de haver casos de corrupção em seu governo, mas garantiu que eventuais irregularidades não serão toleradas. “Pode ser que haja corrupção no meu governo? Sim, pode ser que haja. Pode ser que haja e o governo não saiba”, disse ao criticar governos anteriores, aos quais acusou de corrupção.
“Se aparecer, boto no pau de arara o ministro, se ele tiver responsabilidade, obviamente. Às vezes, lá na ponta da linha, está um assessor fazendo besteira sem a gente saber. Mas isso é obrigação nossa, é dever”, afirmou.
Não é a primeira vez que o presidente faz uma referência a algum equipamento de tortura usado na ditadura militar para ameaçar funcionários do governo. No início de novembro, ele ameaçou mandar para a “ponta da praia” servidores que atrapalhassem medidas de desenvolvimento do país, se referindo no caso à concessão de licenças ambientais. “Eu tenho ascendência (sobre órgãos de fiscalização), porque os diretores, o presidente, têm mandato, porque se não tivessem, eu cortava a cabeça mesmo. Quem quer atrapalhar o progresso vai atrapalhar na ponta da praia, aqui não”.
Na ditadura, militares usavam o termo “ponta de praia” para se referir à base da Marinha na Restinga de Marambaia (RJ), para onde eram encaminhados opositores do regime marcados para morrer. “Era um centro de tortura de onde dificilmente se saía vivo. Muitos dos ‘desaparecidos’ da ditadura militar passaram por aquelas instalações”, disse à época a Ascema, entidade que reúne funcionários de carreira do Ministério do Meio Ambiente, em nota.

Fonte: Veja, com Reuters
Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República/Divulgação

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