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RN POLITICA EM DIA 2012 ENTREVISTA:

sábado, 11 de maio de 2019

MORO ESTÁ AMUADO.

Contrariado com várias medidas que tem de tomar por imposição do próprio presidente, o ministro Sergio Moro chegou a pensar em desistir, mas mantém-se no cargo por um projeto maior: uma vaga no STF.

Quando Jair Bolsonaro chamou Sergio Moro à sua casa no Rio de Janeiro, no final de outubro, para convidá-lo oficialmente para ser o superministro da Justiça e Segurança Pública, o então juiz federal responsável pela Operação Lava Jato deixou claro ao recém-eleito presidente da República que acalentava o sonho de ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). “Mas não tenho vaga para o STF e sim para o Ministério da Justiça”, enfatizou o presidente. Moro aceitou o ministério sem pestanejar. Seu plano era tornar-se um grande ministro, credenciando-se para a primeira vaga na Suprema Corte, que será aberta no ano que vem com a aposentadoria de Celso de Mello. Um amigo próximo lhe advertiu: “O problema é que para se manter ministro de um ministério que vai operar muito na área de costumes, onde o presidente é intolerante, o senhor vai ter que engolir muitos sapos e talvez não suporte esperar a abertura da vaga no STF”. Moro foi taxativo: “Tenho limites. Se não aguentar, peço para sair”.
As frustrações
Dito e feito. Moro está engolindo, em quatro meses, mais sapos do que imaginou e há momentos em que ele pensa em desistir, como agora, depois de uma série de dissabores. Ela já desabafou a interlocutores que se continuar a ser vítima de pressões de parlamentares ou até mesmo de pessoas ligadas ao governo, muitas vezes por incompreensões do próprio presidente da República, ele larga tudo e vai cuidar da vida profissional. Como ele não pode mais voltar para a Justiça Federal, pois pediu exoneração da função, pode retomar o projeto de estudar uns tempos em Havard, nos EUA, para cumprir a quarentena, e, ao retornar, instalar uma banca de advocacia ao lado da mulher Rosangela, que também é advogada.
A derrota mais doída aconteceu nesta quarta-feira 8, quando a comissão do Congresso que analisa a Medida Provisória do governo sobre a reforma administrativa tirou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de seu ministério e mandou-o de volta para a Economia. Foi um balde de água fria no ministro, que contava com o Coaf para poder seguir em sua obstinada luta contra o crime organizado.
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Fonte: Germano Oliveira/IstoÉ
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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