Empréstimo feito por Silval deu início ao esquema, segundo inquérito.
Dívida foi feita e paga por meio de Éder Moraes, então secretário de Fazenda.
O esquema de lavagem de dinheiro que teria a participação de políticos mato-grossenses, entre eles a do senador Blairo Maggi (PR), teve início em 2008 após um empréstimo no valor de R$ 4 milhões feito pelo governador Silval Barbosa (PMDB), então vice-governador do estado, que teria sido quitado com dinheiro público. A informação consta do inquérito que tramita na 5ª Vara Federal em Mato Grosso. À época, Maggi era governador do estado.
Silval ainda não se manifestou sobre o assunto. O advogado dele, Ulisses Rabaneda, disse que só irá se manifestar sobre o assunto após ter acesso ao processo. Ele disse ao G1 ter solicitado cópia na íntegra, mas que ainda não a recebeu. Já Maggi negou ter tido qualquer relação com o proprietário do 'banco clandestino' que fez empréstimos aos integrantes da organização.
O empréstimo teria sido contraído junto à empresa Globo Fomento Mercantil, que atuava como 'banco clandestino' e tinha como proprietário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça. Porém, após o empréstimo feito por intermédio do ex-secretário de Fazenda e da Casa Civil, Éder Moraes, não ter sido pago, o empresário procurou Éder no gabinete dele, na Secretaria de Fazenda (Sefaz). A resposta obtida foi de que a dívida seria paga por meio de uma empresa de advocacia.
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Fonte: Pollyana Araújo/http://g1.globo.com/

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