Desoneração deve pressionar o resultado do superávit primário do setor público em 2013.
O incentivo tributário dado pelo governo para aumentar as vendas de automóveis, com a renúncia do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), custou 12,3 bilhões de reais para os cofres do governo federal, mas não foi suficiente para reduzir o lobby da indústria automobilística, que pede atualmente novos incentivos para o setor de autopeças, máquinas e exportações.
A crise na Argentina e as restrições impostas pelo principal parceiro do Brasil no Mercosul devem diminuir as exportações nacionais de veículos e servem, agora, como novo instrumento de pressão sobre o governo. Desde o estouro da crise internacional em 2008, foram dez medidas de redução, prorrogação e retorno parcial do IPI. O imposto voltou a subir em janeiro de forma gradual e as alíquotas devem chegar ao patamar normal no segundo semestre do ano.
Levantamento obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo, com dados ainda não divulgados pela Receita, mostra que o maior impacto das desonerações ao longo desse período ocorreu em 2013, no valor de 4,5 bilhões de reais, justamente quando o governo mais precisou de arrecadação para fechar as contas.
Fonte: http://veja.abril.com.br/

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