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RN POLITICA EM DIA 2012 ENTREVISTA:

segunda-feira, 30 de março de 2026

TÉCNICA DE ENFERMAGEM É PRESA AO TENTAR SAIR DE HOSPITAL COM RECÉM-NASCIDO

A funcionária foi presa ao tentar deixar o Hospital Regional de Santa Maria carregando um bebê que havia nascido há poucas horas

Uma técnica de enfermagem foi presa em flagrante na tarde desse sábado (28/3) ao tentar sair do Hospital Regional de Santa Maria com um bebê recém-nascido. A funcionária, identificada como Eliane Borges Tavares Dias Vieira, de 44 anos, foi interceptada por seguranças na saída da unidade.

A criança havia nascido há poucas horas, enquanto a mãe permanecia desacordada no pós-operatório. Aos seguranças e policiais, Eliane afirmou que a ação se tratava de uma “brincadeira”.

Em depoimento na 20ª Delegacia de Polícia (Gama), uma das vigilantes relatou que estava em seu posto quando viu a técnica deixando o setor obstétrico em atitude suspeita.

Ao notar a movimentação, a vigilante se levantou e questionou o destino da funcionária, que inicialmente ignorou o chamado e seguiu caminhando. A abordagem só foi concluída após a aproximação de uma segunda vigilante, que deu apoio à ação.

Ao ser confrontada pelas seguranças sobre o que carregava, Eliane revelou tratar-se de um bebê. Segundo uma das vigilantes, a técnica teria sorrido e afirmado: “Parabéns, você passou no teste”.

De acordo com relato da vigilante, Eliane insistiu que se tratava de uma “brincadeira” ou simulação para testar a eficiência da vigilância hospitalar, repetindo frases de elogio à segurança enquanto retornava ao setor.

A vigilante disse que, devido à gravidade da conduta acionou imediatamente o registro de ocorrência e a supervisão. Ela também contou que Eliane apresentou-se abalada, chorou e pediu desculpas, alegando estar passando por problemas pessoais.

Por sua vez, o superior de Eliane esclareceu aos policiais que nenhum técnico de enfermagem tem autonomia para retirar um recém-nascido do setor sem autorização e acompanhamento do enfermeiro responsável e do médico pediatra.

Ele também enfatizou que, caso houvesse necessidade de remoção para exames ou UTI, seria montada uma estrutura com maleta de parada cardíaca, medicamentos e equipe multiprofissional, o que não ocorreu no caso em questão.

Fonte: Thalita Vasconcelos/Metrópoles

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

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