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RIO GRANDE DO NORTE

segunda-feira, 16 de julho de 2018

PARAÍBA DEVE TER 1.690 NOVOS CASOS DE CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO ESTE ANO.

Setenta e cinco por cento dos pacientes da região Nordeste diagnosticados com câncer de cabeça e pescoço chegam aos hospitais em estágio avançado da doença.

Setenta e cinco por cento dos pacientes da região Nordeste diagnosticados com câncer de cabeça e pescoço chegam aos hospitais em estágio avançado da doença. O alerta é do médico Uirá Coury, cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), instituição vinculada à Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Na Paraíba, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 1.690 novos casos apenas este ano.
A maior parte dos casos no Estado, conforme o Inca, deve ser de câncer de pele não melanoma na região de cabeça e pescoço (1.000), seguido por câncer da glândula tireoide (270), cavidade oral (240) e laringe (180).
Atualmente, o HUAC-UFCG dispõe de quatro cirurgiões de cabeça e pescoço. Segundo o cirurgião Uirá Coury, que coordena o setor, uma forma de reduzir o número de casos na Paraíba é orientar as pessoas. “Para isso, desde 2014 a campanha ‘Julho Verde’ é realizada em todo o País como forma de incentivar e conscientizar a população a se prevenir contra a doença. A cada quatro casos de câncer desse tipo diagnosticados, três estão em estágio avançado e mais de 50% vão a óbito. A exceção ocorre em relação à tireoide e laringe que têm prognósticos muito bons”, afirmou Uirá Coury.
O especialista acrescentou que a campanha Julho Verde, realizada em 57 países, visa a mobilizar a sociedade sobre os principais fatores de risco, como ter acesso ao diagnóstico e às possibilidades de tratamento. O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado em 27 de julho.
Na seção, “câncer de pele não melanoma”, aparecem 1.400 casos. Segundo o especialista, cerca de 75% do quantitativo se refere a câncer de cabeça e pescoçoFoto: Inca
PRINCIPAIS SINAIS
O cirurgião Uirá Coury também apontou os principais sinais de alerta a que a população deve ficar atenta: úlcera ou afta na boca que não cicatrizam; disfonia (rouquidão) persistente, por mais de três semanas; e nódulo visível no pescoço por mais de 21 dias (principalmente em homens de meia idade com hábito de fumar ou consumir bebidas alcoólicas).
O câncer de boca (denominação genérica de tumores que se originam de várias regiões das vias aéreo-digestivas, como boca, língua, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe e seios paranasais) é hoje o segundo mais frequente entre os homens, atrás somente do câncer de próstata. Nas mulheres, predomina o câncer da tireoide (quinto mais comum entre elas).

Fonte: Brejo do Cruz em Foco


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