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RIO GRANDE DO NORTE

terça-feira, 14 de novembro de 2017

SAÍDA DE TUCANO "PRECIPITA DISCUSSÃO SOBRE REFORMA MINISTERIAL AMPLA", DIZ JUCÁ.

Líder do governo no Senado antecipa que Temer deve vagar 17 ministérios para contemplar aliados; demissão de Bruno Araújo da pasta das Cidades surpreende tucanos, mas é apoiada pelos candidatos à presidência do PSDB.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), reconheceu nesta terça-feira (14) que o pedido de demissão de Bruno Araújo (PSDB) do Ministério das Cidades "precipita a discussão da reforma ministerial" na equipe de Michel Temer. O senador adiantou ainda que a chefia de 17 pastas deve ser rearranjada pelo presidente, que sofre pressões políticas por parte de integrantes da base aliada por mais espaço na equipe de governo.
"Temer está avaliando e discutindo como vai fazer. Será uma reforma ministerial ampla, com 17 ministérios vagos no prazo que o presidente determinar. Ele quem vai definir o ritmo", afirmou Jucá em sua conta no Twitter.
As trocas de comando na Esplanada dos Ministérios vêm sendo cobradas pelos partidos que ajudaram Temer a derrubar as duas denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na Câmara dos Deputados. Bancadas como a do PMDB, do PP e do PRB têm pressionado o Planalto para garantir para si mais representatividade no Executivo federal, especialmente diante do frágil apoio que o PSDB tem demonstrado ao governo.
O PSDB detinha, até o pedido de demissão apresentado por Bruno Araújo nessa segunda-feira (13), o controle de quatro ministérios na equipe de Temer. Mas a legenda expressa um racha profundo e muitos de seus integrantes defendem a ruptura com o governo.
Ainda na noite dessa segunda-feira, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, se reuniu com o presidente Michel Temer para pleitear o posto vago no Ministério das Cidades.
Fator PSDB
Bruno Araújo relatou em sua carta de demissão que "não há apoio" em seu partido para seguir na equipe ministerial de Temer. A resolução de deixar as Cidades, no entanto, não passou por consulta junto à cúpula da legenda. O presidente interino do PSDB, Alberto Goldman, não foi informado sobre a decisão de Bruno Araújo, enquanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse durante evento nos Estados Unidos que ficou sabendo da saída do então ministro por meio de jornalistas, conforme reportou o jornal O Estado de São Paulo .
Um dos postulantes à presidência do PSDB, o governador de Goiás, Marconi Perillo, foi um dos poucos tucanos que sabiam da decisão de Araújo. Ele afirmou por meio de sua conta no Twitter que defende o "desembarque do governo Temer de forma natural e elegante". "Bruno Araújo mostrou sua fidelidade ao partido e como está engajado na união do PSDB e na vitória em 2018", escreveu.
O principal adversário de Perillo na eleição pela liderança do partido é o senador Tasso Jereissati (CE), que é ainda mais radical quanto à proposta de deixar o governo.
O PMDB do presidente Temer vê com cautela a situação do PSDB uma vez que os tucanos foram importantes aliados na transição de governo após o impeachment de Dilma Rousseff. E a alinaça com o PSDB pode ainda ser um fator determinante para o futuro peemedebista nas eleições de 2018.
Ainda assim, o Planalto sabe que a reforma ministerial é necessária para obter o apoio necessário para aprovar a reforma da Previdência, conjunto de alterações nas regras para a aposentadoria que é considerado prioritário pelo governo. O projeto está pronto para ir à votação desde maio deste ano, mas não é levado ao plenário da Câmara devido ao entendimento de que o governo não possui os 308 votos necessários para aprová-lo. Nesse cenário, a contemplação de aliados com cargos na equipe de governo pode garantir a Temer os votos que faltam para conseguir aprovar a reforma da Previdência.

Fonte: Último Segundo - iG
Foto: Marcos Corrêa/PR

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