Em parecer enviado ao TSE, o vice-procurador-geral-eleitoral Eugênio de Aragão pediu a abertura de investigação para apurar a suspeita de fraudes nas listas de apoios ao Solidariedade. Trata-se do partido que o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, tenta criar.
Eugênio requereu a realização de diligências em duas zonas eleitorais do interior de São Paulo: Várzea Paulista e Suzano. Para ele, as apurações “podem demonstrar a ocorrência de fraudes em massa no Estado de São Paulo, circunstância que poderia comprometer, irremediavelmente, o registro do partido”.
Segundo Eugênio, a zona eleitoral de Suzano negou-se a expedir certidões requisitadas pelo Solidariedade. Por quê? 100% das checagens revelaram que as fichas de apoiadores continham assinaturas falsas. Em Várzea Paulista, até mesmo a rubrica da chefe do cartório da 242ª zona eleitoral teria sido fraudada.
De resto, Eugênio anotou: “Constata-se, também, a existência de cópia de e-mails trocados entre servidores da Justiça Eleitoral alertando para que fosse tomado cuidado com as fichas de apoiamento apresentadas pelo partido, por ter sido constatada a existência de fichas de apoiamento cujas assinaturas teriam sido falsificadas.”
Há indícios de irregularidades também na 1ª zona eleitoral de Brasília. Ali, detectaram-se indícios de uso ilegal da estrutura de sindicato que representa servidores do Legislativo. O representante do Ministério Público Eleitoral informa no parecer ao TSE que enxerga no episódio um caso de polícia.
“Em virtude de os fatos destacados nos autos, principalmente aqueles relacionados à indevida utilização de estrutura sindical, configurarem, em tese, crime eleitoral, o Ministério Público eleitoral informa que requisitará à Polícia Federal a abertura de inquérito policial”, escreveu Eugênio de Aragão.
Fonte: Josias de Souza

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